ⓘ Português europeu. O português europeu, português lusitano, português continental ou português de Portugal é a designação dada à variedade linguística da língua ..

António Pires

António Pires ou Antônio Pires pode referir-se a: António Pires encenador - português de Lisboa António Pires jesuíta - português de Castelo Branco António Pires escritor - e jornalista português

Eunômia (desambiguação)

Eunômia ou Eunómia, ou ainda Eunomia pode referir-se a: Eunômia - personagem da mitologia grega 15 Eunomia - asteroide Eunomia Arctiidae - género de traça

                                     

ⓘ Português europeu

O português europeu, português lusitano, português continental ou português de Portugal é a designação dada à variedade linguística da língua portuguesa falada em Portugal, nos PALOP, em Timor-Leste, em Macau e pelos emigrantes portugueses, dos PALOP, de Timor-Leste de Macau espalhados pelo mundo, englobando os seus dialectos regionais, vocabulário, gramática e ortografia.

De acordo com a legislação da União Europeia, o português é uma das línguas oficiais da União sendo língua de trabalho do Parlamento Europeu, mas não da Comissão Europeia, pelo que em textos internacionais da União, bem como nos respectivos sítios oficiais, é usada a norma europeia. Também é ensinado na Espanha, sobretudo na comunidade autónoma da Estremadura além na Andaluzia e em todo o mundo através do Instituto Camões. Na ausência de normas-padrão próprias, os outros países lusófonos com excepção do Brasil seguem as convenções da norma portuguesa europeia, existindo assim cerca de 65 milhões de habitantes de acordo com os últimos censos em regiões que adoptam o português europeu.

A chamada "variedade-padrão" do português é, segundo alguns autores, constituída pelo "conjunto dos usos linguísticos das classes cultas da região Lisboa–Coimbra". Outros autores) resulta simplesmente da presença da Universidade. Já em finais do século XIX, o linguista e grande pioneiro da fonética Aniceto dos Reis Gonçalves Viana, apesar de reconhecer a existência do que designou um "padrão médio" que existiria no "centro do reino, entre Coimbra e Lisboa", acabou por descrever a "pronúncia normal" ou seja, referencial ou ortofónica do português original a partir do uso de Lisboa.

O português é regulado pela Academia de Ciências de Lisboa.

                                     

1.1. Fonologia Dialectos

Todas as línguas naturais mudam e apresentam variação interna de acordo com a localização geográfica ou o estatuto social dos seus falantes. As fronteiras dialectais que os dialectólogos explicitam, chamadas "isoglossas", são a interpretação cartográfica dos dados linguísticos recolhidos por observação ou por inquérito linguístico. A diversidade dialectal do português europeu tem sido caracterizada pelos seus principais estudiosos José Leite de Vasconcellos, Manuel de Paiva Boléo e Luís Filipe Lindley Cintra a partir, sobretudo, de características fonéticas diferenciadoras, ou seja, com base no estabelecimento de isófonas’. Em termos fonético-fonológicos, existem, no território nacional português diversas variedades diatópicas distintas, algumas das quais possuem características muito específicas, que dificultam a compreensão mútua. Actualmente, considera-se que, no território português continental, há duas grandes subdivisões dialectais: os dialectos setentrionais e os dialectos centro-meridionais. Quanto aos dialectos insulares, originalmente descendentes de variedades centro-meridionais do continente, verifica-se que apresentam particularidades fonético-fonológicas muito marcadas. Os dialectos insulares têm sido objecto de investigação dialectológica aprofundada nas últimas décadas.

                                     

1.2. Fonologia Dialectos de Portugal

Grupos de dialectos

  • Dialectos transmontanos 10. e alto-minhotos 4. Ouvir registo sonoro recolhido em Castro Laboreiro Minho.
  • Dialectos baixo-minhotos-durienses-beirões. Ouvir registo sonoro recolhido em Granjal Viseu. 9. e 6.
  • Dialecto do Baixo-Minho e Douro Litoral. Inclui o Porto. Ouvir registo sonoro recolhido em Vila Praia de Âncora Viana do Castelo. tem características fonéticas distintas em relação aos outros dialectos setentrionais
  • Dialectos portugueses setentrionais
  • Dialectos portugueses centro-meridionais
  • Dialectos do centro litoral. Inclui Coimbra, Leiria e Lisboa. Ouvir registo sonoro recolhido em Moita do Martinho Leiria. 7. base do português-padrão europeu
  • Dialecto do Barlavento do Algarve. Ouvir registo sonoro recolhido em Porches Algarve.
  • Dialectos do centro interior-barlavento algarvio
  • Dialectos do centro interior 5. e meridionais 2. e 3. Ouvir registo sonoro recolhido em Serpa Beja, Alentejo.
  • Dialecto da Beira Baixa Distrito de Castelo Branco e norte do Distrito de Portalegre extremo norte do Alto Alentejo. Ouvir registo sonoro recolhido em Castelo de Vide Portalegre, Alentejo.
  • Dialectos meridionais
  • Dialectos portugueses insulares açorianos. Ouvir registo sonoro recolhido em Ponta Garça São Miguel. 1.
  • Dialectos das ilhas atlânticas
  • Dialectos portugueses insulares madeirenses. Ouvir registo sonoro recolhido em Câmara de Lobos. 8.
Regiões subdialectais com características peculiares bem diferenciadas também podem ser considerados grupos de dialectos distintos, embora incluídos em grupos de dialectos maiores
  • Região subdialectal do Baixo-Minho e Douro Litoral. Inclui o Porto. Ouvir registo sonoro recolhido em Vila Praia de Âncora Viana do Castelo.
  • Dialectos portugueses setentrionais
  • Dialectos portugueses centro-meridionais
  • Região subdialectal da Beira Baixa Distrito de Castelo Branco e norte do Distrito de Portalegre extremo norte do Alto Alentejo: zona centro interior. Ouvir registo sonoro recolhido em Castelo de Vide Portalegre, Alentejo.
  • Região subdialectal do Barlavento do Algarve: zona extremo sudoeste. Ouvir registo sonoro recolhido em Porches Algarve.

Um mapa mais preciso da classificação Lindley Cintra pode ser encontrado no site do Instituto Camões.

                                     

2. Área geográfica

O português europeu é falado pelos quase 11 milhões de habitantes de Portugal e pelos emigrantes portugueses espalhados pelo mundo, juntamente com os seus descendentes. A emigração maciça, que se verificou ao longo de todo o século XX, levou a que o português europeu fosse falado noutras partes do mundo, sobretudo na Europa: Suíça, Alemanha, França, Luxemburgo, Reino Unido, na América do Norte: Estados Unidos e Canadá, mas também na África do Sul, Venezuela, Argentina, Austrália e no Brasil, onde se encontram também grandes comunidades portuguesas.

                                     

3. Ortografia

Terminado o período de transição de seis anos, a escrita oficial do português europeu rege-se pelas normas do Acordo Ortográfico de 1990 desde 13 de maio de 2015. Ao longo do século XX, foram diversos os instrumentos jurídicos que regeram a ortografia portuguesa oficial. Em 1911, uma reforma ortográfica alterou profundamente a escrita do português, fazendo desaparecer as consoantes geminadas, os grupos ph, th, rh, o uso do y, para além de pôr em prática muitas outras simplificações. Em 1931, foi assinado um primeiro acordo ortográfico com o Brasil. Seguiu-se-lhe o Acordo Ortográfico de 1945 que acabou por ser apenas aplicado em Portugal, ao qual foram aduzidas pequenas alterações em 1973. Apesar de já não ser ensinada nas escolas, não ser utilizada pelos organismos do Estado, nem pela larga maioria dos órgãos de comunicação social, esta ortografia ainda é amplamente usada pela população portuguesa. A implementação do Acordo Ortográfico de 1990 veio pôr cobro a grande parte das diferenças existentes na escrita de muitas palavras entre o Brasil e Portugal. Por exemplo, as consoantes mudas que eram mantidas na grafia portuguesa em palavras como acto, eléctrico, adopção, Egipto e muitas outras, por motivos etimológicos ou por exercerem influência no timbre da vogal anterior. Persistem, no entanto, algumas divergências ortográficas entre Portugal e o Brasil que resultam das diferenças de pronúncia entre os dois países – fato, anistia, econômico, aspecto e recepção, no Brasil; facto, amnistia, económico, aspeto e receção, em Portugal - ou da tradição lexicográfica de cada país – húmido, missanga e beringela, em Portugal; úmido, miçanga e berinjela, no Brasil.



                                     

4.1. Gramática Regras de acentuação gráfica

No português europeu, as palavras agudas ou oxítonas que terminam em -a, -e, -o, -ei, -oi, e -eu levam acento agudo: sofá, pé, ré, herói, céu, pastéis etc. As palavras graves ou paroxítonas de vogal aberta, ao contrário do português do Brasil, levam também o acento agudo, como em "bónus". Por fim, as esdrúxulas ou proparoxítonas levam também acento agudo nas vogais abertas, como em "higiénico", "económico" e "fenómeno", que, no Brasil, se escrevem "higiênico", "econômico" e "fenômeno".

                                     

4.2. Gramática Conjugação

No português europeu, é muito frequente o uso do infinitivo gerundivo. Até há algum tempo, a sul do rio Tejo, usava-se mais o gerúndio, mas, com os meios de comunicação, o infinitivo tornou-se mais geral em todo o país durante a primeira metade do século XX.

A forma "a + infinitivo" também é predominante no galego, no mirandês e é comum nas línguas galego-asturianas. Também se encontra no dialeto espanhol do noroeste/Galiza, mas o espanhol-padrão usa exclusivamente o gerúndio. A forma com infinitivo trata-se de uma conjugação quase tão antiga como a do gerúndio, apesar de a sua aparição no português ser tardia, isto no século XIX segundo a linguista Ana Carvalho. Já se encontrava em textos galegos da era medieval, por exemplo: Junto con ágoa do ryo Minõ, onde anda a barqua a pasar." "Junto com água do rio Minho, onde anda a barca a passar." Ver "A vida e a fala dos devanceiros" Volume 1. A forma original com gerúndio ainda é muito usada hoje em Portugal, sobretudo no Baixo Alentejo, Algarve, Açores e Madeira:

O gerúndio também é frequentemente usado na literatura moderna portuguesa, por exemplo nas obras de José Saramago e outros autores.



                                     

4.3. Gramática Formalidade

Na maneira de se dirigir às pessoas, é mais frequente usar "o senhor", "a senhora", "você" em diálogos com pessoas desconhecidas ou mais velhas. Se for para uma pessoa com licenciatura ou de alta patente militar ou política, empregam-se, muitas vezes, "vossa excelência" ou "sr. doutor" no caso de serem médicos ou, ainda, "sr. engenheiro".

                                     

4.4. Gramática Informalidade

No aspecto informal do português europeu, utiliza-se sobretudo o pronome pessoal da 2.ª pessoa do singular, "tu", de forma subentendida ou não.

"Tu andas muito distraído nas aulas." "Andas a tirar a carta de condução?"
                                     

5. Ligações externas

  • Alfabeto Fonético Internacional do Português Europeu
  • Lista de palavras diferentes, no Wikcionário em português
  • Description of the pronunciation rules of European Portuguese
                                     

Trama

Trama ou Tramas pode referir-se a: Hachura - técnica artística denominada "trama" em português europeu Trama gravadora - gravadora musical Enredo - trama de uma história Trama tecelagem - fios horizontais e transversais

                                     

Secção

Secção ou Seção pode referir-se a: Secção militar Secção de jornalismo Secção do convés Secção de câmaras Secção de máquinas

Free and no ads
no need to download or install

Pino - logical board game which is based on tactics and strategy. In general this is a remix of chess, checkers and corners. The game develops imagination, concentration, teaches how to solve tasks, plan their own actions and of course to think logically. It does not matter how much pieces you have, the main thing is how they are placement!

online intellectual game →