ⓘ Cultura de Portugal. A cultura de Portugal tem as suas raízes nas culturas celta, ibérica, germânica e romana. A diferenciação cultural dos portugueses manifest ..

                                     

ⓘ Cultura de Portugal

A cultura de Portugal tem as suas raízes nas culturas celta, ibérica, germânica e romana. A diferenciação cultural dos portugueses manifesta-se através dos tipos de habitação, das manifestações religiosas, da gastronomia, do folclore, das calçadas tipicamente portuguesas, da azulejaria, danças, músicas, teatros, cinemas, etc.

                                     

1. Figuras da Cultura de Portugal

  • Helena Maria da Costa de Sousa de Macedo Gentil Vaz da Silva nasceu em Lisboa a 3 de Julho de 1939. A 12 de Agosto de 2002 morre em Lisboa
  • Luís Guilherme Mendonça de Albuquerque. Nasceu em Lisboa, em 06.03.1917. Licenciado em Ciências Matemáticas. Morre em Lisboa, em 22.01.1992, no Hospital de Marinha.
  • O Prof. Doutor Manuel Viegas Guerreiro nasceu em Querença, concelho de Loulé, em 1 de Novembro de 1912. Faleceu em Carnaxide, em 1 de Maio de 1997.
  • Maria Emília Archer Eyrolles Baltasar Moreira, na cena literária Maria Archer, nasceu em Lisboa, no dia 4 de Janeiro de 1899. Morreu a 23 de Janeiro de 1982.
  • Maria de Lourdes Belchior licenciou-se em 1946 com uma dissertação intitulada Da Poesia de Frei Agostinho da Cruz
  • Paulo Quintela Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e tradutor literário
                                     

2. Literatura

A literatura portuguesa divide-se em poesia, prosa, filosofia e texto dramático. Em todas essas áreas houve artistas que se destacaram pelo génio e pela cultura portuguesa rica em temáticas.

  • Poesia

Portugal é muitas vezes designado como "um país de poetas". Efectivamente, a poesia portuguesa tem tido um peso e influência substancialmente maior na literatura do país do que a prosa. Existem bons exemplos, tanto na poesia lírica como na épica. Os poetas portugueses mais conhecidos no mundo são, sem dúvida Luís Vaz de Camões e Fernando Pessoa, ainda que não se deva desprezar, especialmente, toda a poética galaico-portuguesa medieval e, mais tarde desde o século XIX onde a moderna poesia portuguesa estabelece as suas raízes num punhado de poetas relevantes, do neoclassicismo até aos nossos dias.

  • Prosa

O fato de as primeiras narrativas serem transmitidas por via oral quase que obrigou que fossem, quase sempre, apresentadas de forma poética a métrica e a rima, bem como o uso de versos recorrentes facilitava a memorização de longos relatos. As gestas e as vidas de santos eram assim cantados e contados. Muitos destes poemas foram depois passados para prosa.

  • Filosofia e ensaio
                                     

3. Arquitectura

Desde o segundo milénio antes de Cristo, existem construções importantes no território português e é possível encontrar muitas estruturas de vários povos. A arquitectura portuguesa seguiu sempre as tendências do resto da Europa, apesar de o fazer com algum atraso. Foi apenas com o Manuelino que foi atingido um patamar considerável, na vanguarda artística da época, pois este estilo faz uma transição suave entre o gótico e o renascimento. Durante o reinado de João V, Portugal teve muitas construções que fazem parte do barroco Joanino. O estilo pombalino é outro estilo bem especifico a Portugal. Esse estilo que é uma mistura do barroco tardio e neoclassicismo que se desenvolveu depois do grande terramoto de 1755. A arquitectura popular marcou a arquitectura dos anos 1950, no chamado "Português Suave" que prevaleceu até ao final do Salazarismo. A calçada portuguesa e os azulejos são dois elementos arquitectónicos portugueses típicos do país. Actualmente a produção arquitectural portuguesa está a par do que se passa no meio artístico internacional, de onde se destacam os arquitectos contemporâneos:

  • Gonçalo Byrne
  • Manuel Salgado
  • Álvaro Siza Vieira
  • Eduardo Souto de Moura
  • Vítor Figueiredo
  • Fernando Távora
  • Nuno Teotónio Pereira
  • Manuel Graça Dias
  • João Luís Carrilho da Graça


                                     

4. Pintura

A pintura portuguesa, à semelhança da arquitetura, tenta sempre seguir as tendências internacionais. No início do século XX apareceu uma nova vaga de artistas futuristas que podiam ter feito importantes revoluções na arte, mas que devido às suas mortes precoces não o fizeram. Alguns desses pintores e outros de diferentes épocas são:

  • Armando Alves
  • Amadeo de Souza-Cardoso
  • Júlio Pomar
  • Diogo Muñoz
  • Júlio Resende
  • Paula Rego
  • José de Guimarães
  • José Rodrigues
  • Sobral Centeno
  • Maria Helena Vieira da Silva
  • Guilherme de Santa-Rita
  • Angelo de Sousa
                                     

5. Escultura

No panorama da escultura, destacam-se os seguintes artistas ao longo da história:

Frei Cipriano da Cruz e Manuel Pereira no período barroco.

  • Diogo de Macedo
  • João Cutileiro
  • António Soares dos Reis
  • António Teixeira Lopes
  • Salvador Barata Feyo
  • Joaquim Machado de Castro
  • Leopoldo de Almeida
  • Bottelho
  • Canto da Maia
                                     

6. Música

Tanto a música tradicional portuguesa como a música erudita clássica e contemporânea são altamente deversificadas e dinâmicas. A música mais tradicional retrata a cultura e história do país; as outras mais recentes, surgem de influências exteriores tais como de África, Brasil ou Estados Unidos.



                                     

7. Teatro

Em Portugal, o desenvolvimento do teatro foi um pouco retardado, contudo Gil Vicente, visto como o "pai" do teatro português começou de certa forma a história do teatro nacional no século XVI. O teatro cativou o público, sobretudo a classe alta. Foi já no século XX que o teatro chegou às massas através do Teatro de Revista.

                                     

8. Dança

O folclore português é muito variado, pois cada região do país tem as suas tradições. As danças folclóricas são danças populares para toda a gente. Mais recentemente, apareceram danças mais eruditas, executadas por bailarinos profissionais. Estas novas danças surgem da crescente abertura a novas culturas, de onde se pode destacar:

  • Olga Roriz
  • Madalena Victorino
  • Pedro Romeiras
                                     

9. Cultura popular

  • Gastronomia

A culinária portuguesa é reconhecida como uma das mais variadas do mundo, ainda que esteja restrita a um espaço geográfico diminuto, mostrando influências mediterrânicas incluindo-se na chamada "dieta mediterrânica" mas, também, atlânticas, como é visível na quantidade de peixe consumida tradicionalmente. Muito mudou desde que Estrabão se referiu aos Lusitanos como um povo que se alimentava de bolotas. A base da gastronomia mediterrânica, assente na trilogia do pão, vinho e azeite, repete-se em todo o território nacional, acrescentando-se-lhe os produtos hortícolas, como em variadas sopas, e frutos frescos. A carne e as vísceras, principalmente de porco, compõem também um conjunto de pratos e petiscos regionais, onde sobressaem os enchidos.

Com o advento das descobertas marítimas, a culinária portuguesa rapidamente integrou o uso, por vezes quase excessivo, de especiarias e do açúcar, além de outros produtos, como o feijão e a batata, que foram adaptados como produtos essenciais. Note-se que a variedade de pratos regionais se verifica mesmo em áreas restritas. Duas cidades vizinhas podem apresentar, sob o mesmo nome, pratos que podem diferir bastante na forma de confecção, ainda que partilhem a mesma receita de base. As generalizações nem sempre estão correctas: as diversas culinárias regionais variam muito na mesma região.

  • Folclore
  • Artesanato
  • Máscara Ibérica
  • Mitologia portuguesa
  • Tauromaquia


                                     

10. Desporto

Hóquei em patins

Foi a partir da segunda guerra mundial que Portugal passou a dominar o hóquei em patins europeu. Em 1947, Portugal venceu os terceiros campeonatos da Europa, realizados em Lisboa. A partir daí, a população portuguesa ficou definitivamente conquistada por este desporto, o qual passou a ser considerado modalidade nacional. Portugal foi 15 vezes campeão do mundo em 42 edições e 20 vezes campeão europeu em 51 edições. Esse sucesso português nesta modalidade continua nos vários escalões da selecção e nos clubes como o SL Benfica, o FC Porto, o Sporting CP etc.

  • Jogo do pau
  • Galhofa
                                     

11. Língua

A língua oficial de Portugal é o português, uma das primeiras línguas cultas da Europa medieval a par do provençal, sendo a sua escrita influenciada por esta última. Há um município onde algumas pessoas nas aldeias falam uma língua derivada de uma língua de um antigo reino, o Reino de Leão, chama-se Mirandês Lhéngua Mirandesa em Mirandês. Esta língua tem menos de 15000 falantes a maioria como segunda língua e é apenas falada em aldeias, sendo a aldeia de Picote Picuote em Mirandês a única praticamente 100% monolíngue nesta língua, o que é uma curiosidade para um país cultural e linguisticamente homogenizado como Portugal. A ortografia do Mirandês é influenciada naturalmente pelo português, mas é uma língua diferente, com um desenvolvimento, estrutura e história diferentes.

                                     

12.1. Símbolos nacionais Símbolos de estado

  • Hino da República Portuguesa - A Portuguesa, foi criada em 1890 para protestar contra a capitulação política de Dom Carlos I ao Ultimato britânico. Tornou-se, rapidamente, um cântico antimonárquico e foi adoptado na instauração da república.
  • Bandeira da República Portuguesa, foi instaurada no dia 19 de Junho de 1911 depois da instauração da república em 1910. A associação do verde e do vermelho nunca tinha acontecido, não era tradicional na composição da Bandeira Nacional Portuguesa e representou uma mudança radical de inspiração republicana, que rompeu o vínculo com a bandeira monárquica religiosa. Ainda é possível ver o uso por monárquicos da bandeira da monarquia constitucional. O brasão de armas de Portugal foi adoptado no dia 30 de Junho de 1911 e é constituído do escudo português com os cinco escudetes de azul postos em cruz de Cristo, cada um carregado por cinco besantes de prata postos em cruz de Santo André. A bordadura é vermelha e carregada de sete castelos de ouro. O escudo é sobreposto a uma esfera armilar, símbolo da epopeia marítima portuguesa, rodeada por dois ramos de oliveira de ouro, atados por uma fita verde e vermelho, as cores da república. A bandeira e o brasão de armas resultam no Estandarte nacional.


                                     

12.2. Símbolos nacionais Símbolos utilizados oficialmente

  • Esta é a Ditosa Pátria Minha Amada - como divisa, usada sobretudo a nível militar.
  • Sobreiro - No final de 2011, o sobreiro foi consagrado, por unanimidade da Assembleia da República, a Árvore Nacional. A importância do sobreiro em Portugal é reconhecida desde o século XIII, altura em que surgiram as primeiras leis de proteção da espécie.
  • Imaculada Conceição de Nossa Senhora - Em 25 de Março de 1646, o rei D. João IV proclamou Nossa Senhora da Conceição padroeira e rainha de Portugal. O culto a Santa Maria nasceu nos primórdios da nacionalidade com D. Afonso Henriques. Desde este dia, mais nenhum rei português usou a coroa real na cabeça, direito que passou a pertencer apenas à Virgem Maria;
  • Presidente da República Portuguesa - O Chefe de Estado republicano é considerado um símbolo da Pátria desde a sua instituição em 1910. Ele é o garante da independência nacional, da unidade do Estado e do funcionamento correcto das várias instituições de um Estado de Direito;
  • Cruz da Ordem de Cristo - Este símbolo português foi instituído por volta de 1520 pelo rei Dom Dinis, como emblema da Ordem de Cristo. A cruz portuguesa é usada em vários monumentos arquitetónicos, na Força Aérea e era utilizada pelas embarcações portuguesas durante a época dos Descobrimentos.
  • Efígie da República - A partir de 1912 o busto da República, esculpido por Simões de Almeida, torna-se o padrão oficial da imagem da República Portuguesa, sendo usado como efígie nas moedas de escudo e colocado nas repartições públicas.
  • Constituição.


                                     

12.3. Símbolos nacionais Símbolos populares da cultura

  • Zé Povinho
  • Lenços de namorados
  • Seleção Nacional
  • Calçada portuguesa
  • Moliceiro
  • Música pimba
  • Caravela
  • Três F
  • Pauliteiros
  • Descobrimentos Portugueses
  • Corridinho
  • Cravo
  • Cante alentejano
  • Coreto
  • Adufe
  • Trilogia gastronómica Pão, azeite e vinho
  • Estilo Português Suave
  • Espigueiro
  • Furnas
  • Quiosques
  • Nossa Senhora de Fátima
  • Campino
  • Renda de bilros
  • Queijo da Serra
  • Filigrana
  • Sardinha
  • Cestaria
  • Casa de Santana
  • Literatura portuguesa
  • Festas e romarias
  • Lince ibérico
  • Gastronomia portuguesa
  • Tapete de Arraiolos
  • Arte manuelina
  • Chaminé algarvia
  • Anjo de Portugal
  • Os Lusíadas
  • Táxis tradicionais
  • Fado
  • Fontes
  • Luis de Camões
  • Azulejos
  • Folclore
  • Manjerico
  • Vinho do Porto
  • Galo de Barcelos
  • Elétricos
  • Bacalhau
  • Guitarra portuguesa
                                     

13. Estereótipos

  • Destino
  • Despedida
  • Saudade
  • Preguiça
  • Esperança
  • Apatia
  • Modéstia
  • Simplicidade
  • Resignação
  • Moral e os bons costumes
  • Tradicionalismo
  • Valentia
  • Hospitalidade
  • Frugalidade
  • Ruralismo
  • Submissão
  • Sebastianismo
  • Saudosismo
  • Catolicismo popular
  • Melancolia
  • Zé Povinho
  • Provincianismo
  • Bigode
  • Nostalgia
  • Tuga, outro nome pelo qual se tratam os portugueses a nível informal. O nome foi usado para designar os soldados portugueses durante as guerras em África. O seu ressurgimento deu-se por volta do Mundial de Futebol na Coreia-Japão, quando precisaram de dar um nome à mascote da Selecção Nacional. Apesar de alguma polémica, optou-se por transformá-lo em motivo de amor-próprio e autoestima nacional. Não obstante o falhanço da campanha coreana, o termo vingou, usando-se amplamente para denominar tudo o que é português.
                                     

Ministério do Turismo

Ministério do Turismo pode referir-se a: Ministério do Turismo e Esporte Uruguai - departamento governamental uruguaio Ministério do Turismo Brasil - departamento do Poder Executivo do Brasil Ministério do Turismo Portugal - antigo departamento do governo da República Portuguesa Ministério do Turismo, Artes e Cultura de Timor-Leste - departamento governamental timorense

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